M.A.R. MOSTRA DE ARTES DE RUA


Edição 0.1 :: 2017

 

De 21 a 23 de setembro de 2017, 15 projetos oriundos de Portugal, Espanha, França e Inglaterra ocuparam vários pontos da cidade de Sines.

Inspirados pela expressão “Povos de mar, povos de rua”, os espetáculos aproximam-se da zona marítima, fundindo os temas do MAR e do AMOR pela junção e significado que a palavra M.A.R. recebe quando nos referimos a ela: (A) M.A.R.

Objetivos: Provocar a vivência de uma experiência artística e a valorização do património histórico e natural da região, estimular a criação, formação e promoção das artes de rua, e tornar-se um “porto” para artistas e profissionais do setor, nacional e internacional.

Propostas artísticas para todos os públicos, com entrada livre.


PROGRAMAÇÃO


21-23 SETEMBRO 2017

SÓ SEI QUE NADA SEI
por Pedro Mira e Beatriz Silva [PT]

A arte de PEDRO MIRA, encontra-se com a de BEATRIZ SILVA, uma artista emergente na dança em Portugal. Nesta performance, unem-se duas formas artísticas raramente apresentadas em conjunto – a escultura em areia e a dança – dando corpo a duas personagens que se relacionam. Ao arquétipo do sábio, que tenta transmitir a sua experiência e conhecimento, materializado em areia ao longo de 3 dias, Beatriz Silva acrescentará, no momento final, a sua interpretação, que passa por diversas fases na sua aprendizagem, até à própria libertação.

Pai e filha, juntam-se e estreiam, pela primeira vez, uma criação conjunta, a convite da M.A.R.


21 SETEMBRO 2017

CINECONCERTO
filme musicado por Charlie Mancini [PT]

Abertura oficial da M.A.R., com a presença do presidente da Câmara Municipal de Sines, Nuno Mascarenhas, e da diretora da M.A.R., Julieta Aurora Santos. Apresentação do programa da edição 0.1 (2017).

Depois de trinta e uma sessões no ano passado, em território nacional e internacional, CHARLIE MANCINI, músico e compositor, residente em Sines, apresenta o seu cineconcerto ao ar livre. “Seven Chances”, de Buster Keaton, é o filme escolhido para a sessão de abertura da M.A.R., a acontecer na Esplanada Alentejana, espaço icónico de Sines, onde durante décadas se assistiu a cinema ao ar livre.


22 SETEMBRO 2017

SÓ SEI QUE NADA SEI
estátua efémera por Pedro Mira [PT]

PEDRO MIRA, considerado o mais experiente escultor em areia português e premiado internacionalmente, inicia a construção de uma escultura efémera, a convite da M.A.R., patente no Jardim das Descobertas, até ao final da Mostra.

 

ON THE DOCKS
estátua viva por Helena Reis e Samuel Buton [PT/FR]

Coreografia de duas personagens – um acordeonista e uma varina – que alternam entre imobilidade total e breves momentos de movimento, com música ao vivo, numa homenagem às gentes do mar.

 

 

 

MAGNER
dança e piano por Clara Marchana, Ana Santos Novo e Raúl Pinto [PT]

Peça coreográfica com música interpretada ao vivo. De conjugações wagnerianas surge uma dança de momentos contemplativos, de rutura e de afago. “Parsifal de coração puro atravessa um reino devastado, Tristão e Isolda vivem um amor infinito, e a deusa Valquíria conduz os heróis à sua última morada.”

 

 

FRANTIC
circo e dança por ACROJOU [GB]

Amor, liberdade, sangue, suor e tempestades. A viagem de um homem que se apercebe da importância de parar e apreciar cada momento e o mundo à sua volta.

‘Frantic’ contém acrobacia, teatro e dança, coreografados em torno de uma roda, com um final alegre dançado sob chuva constante.

 

 

ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA
circo /performance por Inês Oliveira e Daniel Seabra [PT]

Passaram 10 anos desde a morte de Gisberta Salce (2016), a transexual espancada e atirada a um poço, na cidade do Porto. Morreu por ser quem era, pela sua ousadia, que não tem lugar num mundo que se assusta com aquilo que não consegue entender. Nesta criação homenageia-se a Gisberta, e todxs aquelxs (neutro ou ausência de género), que arriscam ser. Qual é o corpo em que habito? O que veste a minha pele? Numa viagem entre camadas do ser, procura-se perceber o que é isso de ser homem e ser mulher, essa obrigatoriedade de um género assumido, visível. Dois corpos que representam um só corpo, o corpo de Gisberta e a sua dualidade infinita.

 

LE RÊVE D’ÉRICA
circo  por BIVOUAC [FR]

É num cenário onírico que uma cantora lírica e um pássaro transportam Érica para um mundo imaginário e a levam numa viagem poética e mágica, cheia de descobertas peculiares. Em “Le Rêve D’Érica”, exploram-se os sonhos e as esperanças desta menina, através de um ritmo que nos leva ao devaneio. Um hino à alegria e à liberdade.

 

 

GENTLEMAD
circo/malabarismo  por Mica Paprika [PT]

Da época de ouro do vaudeville chega este cavalheiro, que com a sua peculiar loucura enche o palco de virtuosismo e magia. Malabarismo, equilibrismo e mais equilibrismo com uma pitada de humor.

 

 


23 SETEMBRO 2017

DESFILE BANDA FILARMÓNICA S.M.U.R.S.S.
música  por S.M.U.R.S.S. [PT]

Quem não tem na sua memória o acordar das ruas ao som da banda?

A BANDA FILARMÓNICA da Sociedade Musical União Recreio e Sport Sineense tem as suas raízes na Sociedade Phylarmonica Sineense, com estatutos desde 20 de janeiro de 1898. Em 26 de janeiro de 1977, foi formada uma associação com a atual denominação, dedicada à animação cultural e à formação de indivíduos. O seu atual mestre é Sérgio Pisco, que dirige a banda desde outubro de 2004.

 

 

JARDIM DAS ARTES + PROJETO EZ
atividades e animação  por Teatro do Mar + Projeto EZ [PT]

Espaço de animação e experiência artística para a infância e famílias: pinturas faciais e penteados criativos; jogos tradicionais; aula aberta de trapézio; artes plásticas; marionetas; máquinas de cena; espaço para bebés; contadora de histórias; música e mais…

O Jardim das Artes teve a presença do PROJECTO EZ, projeto de animação itinerante que funde cenografia e teatro. Na M.A.R. trouxeram à cena duas criações, criadas e construídas pelo autodidata e criador do projeto, João Pinto:

 

 

SÓMENTE
teatro de rua por TEATRO SÓ [PT]

Performance poética que reflete sobre a solidão na velhice. Devido à falta de tempo e à rápida evolução da sociedade, os idosos estão a ser esquecidos e até mesmo, abandonados. No crepúsculo da vida, um homem pode envolver-se numa bolha solitária. É preciso coragem para continuar a procurar alegria e amigos. Sómente é o retrato de um homem que permaneceu jovem de coração, preso num corpo limitado pela passagem do tempo.

 

 

CARRILLÓ
teatro por CIA LA TAL [CAT, ES]

Ding, dong, ding, dong… Soa a música do carrilhão e as engrenagens começam a mover-se… Tic-tac, tac… É tic-tempo! Cavalheiros e palhaços enchem a arena, onde paixões e discussões se misturam. A magia vem de dentro do relógio, que inunda o lugar onde se instala, para despertar a curiosidade do espectador. Um espetáculo único que usa como elemento base um relógio gigante.

 

 

 

I AM (K)NOT
circo/performance por Ana Jordão [PT]

Peça de circo contemporâneo, inspirada pela ‘Tabacaria’ de Álvaro de Campos. Une as disciplinas de circo e dança para criar um universo poético que oscila entre a obscuridade e a alegria, entre o caos e a beleza, entre a tranquilidade e o desassossego. A corda vertical é utilizada tanto no ar como no chão, e transforma-se num objeto que dá origem a uma multitude de formas, de símbolos e de situações que transmitem as emoções, as memórias e os sonhos de uma personagem que divaga eternamente no mundo do pensamento, só para se deixar surpreender, repetidamente, pelos prazeres e alegrias da vida.

 

 

BAIXOS E ALTOS
pole dance/acordeão por FIAR [PT]

Esquece as retas. Pensa em círculos, em curvas, em BAIXOS E ALTOS. Assim, as surpresas da vida surpreender-te-ão menos. Pensa em labirintos, em tramas de tecidos, em caminhos, pontos cruzados, montanhas-russas, em idas e vindas. Lembra-te da beleza da surpresa e da magnitude do desconhecido. Da emoção de cada passo e da probabilidade fantástica de dar certo ou errado. Aceita a queda!

 

 

 

(DEUS É MÁQUINA) PÁSSAROS DE SAL
maquinas de cena/video-mapping/circo por TEATRO DO MAR + ARTELIER + DUO DREAM [PT]

Em (DEUS É MÁQUINA) “PÁSSAROS DE SAL”, a companhia de Sines e organizadora da Mostra, Teatro do Mar, convida e co-produz com a Artelier? – Teatro de Rua, o espetáculo que encerra a M.A.R. 2017.

A partir da criação original de Nuno Paulino (Artelier?) e em conjunto com Julieta Aurora Santos (Teatro do Mar), PÁSSAROS DE SAL, une pela primeira vez as duas “históricas companhias” num espetáculo a apresentar na baía de Sines, onde esculturas suspensas se cruzam com o video mapping, a poesia e o circo aéreo, com os convidados Duo Dream (Bruno Rosa e Raquel Nicoletti).

 

FANFARRA ORIGINAL BANDALHEIRA
por Original Bandalheira [PT]

Banda itinerante que nos transporta para uma galáxia musical sem limites geográficos ou de estilo. Caracterizando-se por arranjos inesperados, improvisações atrevidas e covers universais, os músicos rendem homenagem ao espírito nómada, irreverente e festivo das fanfarras. O repertório inclui um colorido de músicas do mundo, funks aterrorizadores e sons experimentais, encarnando as múltiplas faces do génio musical europeu. Cada atuação é energética e contagiante. Uma fusão entre a raiz cultural da banda e a diáspora musical das Balcãs.

 

FESTA DE ENCERRAMENTO
por DJ Xoices + XPTO [PT]

João Martinho, mais conhecido por DJ XOICES, é produtor e DJ. Membro do coletivo Fazuma, foi responsável pelo programa ‘Música Quebrada’ na Antena 3 e Antena 3 Dance, entre 2010 e 2016. Com vários temas editados, ganhou diversos concursos com remisturas suas. Insaciável consumidor musical, os seus sets costumam abranger diferentes estilos como o funk, hip hop, reggae, soul, breaks, dubstep, jazz, house, drum’n’bass, world music, rock, e tudo o mais que lhe soe bem, entre as novas tendências e as músicas perdidas no tempo.

“XPTO” , criada em 1998, surge da aliança de vários artistas e ideias direcionada para as Artes de Rua e Multidisciplinares, na área da animação.